Tecnologias sociais para uma sociedade em rede

Inspirada em iniciativas históricas de Software e Conhecimento Livre, como o GNU/Linux, a WikiPedia, o Creative Commons e o WordPress, a #RedeLivre não se restringe ao mundo dos bits e se propõe a ser uma ponte entre pessoas e ideias, possibilitando a composição de novas sinapses colaborativas para o consciente coletivo.

Pensada por Movimentos, para o Comum

Os agentes, coletivos e redes da Cultura Digital, os Movimentos Socias da Cultura, os Pontos de Cultura e a Cultura Viva Comunitária na América-Latina, e diversos outros movimentos no Brasil e no mundo, demandam cada vez mais mecanismos que permitam a esse campo a transposição do conceito de mutirão - conjunto de pessoas atuando em coletivo – para a lógica distribuída da internet. Um meta-organismo em rede, pensado para contemplar a colaboração e a integração entre diversos arranjos Locais-Globais, trabalhando para a construção de Tecnologias Livres para o Bem Comum.

Economia Colaborativa

Em um contexto de redes federadas e distribuídas, as plataformas precisam de arranjos de governança compartilhada,  que garantam, ao mesmo tempo, autonomia das pontas e gestão compartilhada. Dessa forma, a relação com o Estado e com recursos financeiros precisa ser repensada, favorecendo as trocas e arranjos solidários. Acreditamos, até agora, que esse é o melhor caminho para constituir uma rede de confiança para trabalhar na consolidação das tecnologias do comum.

Inteligência Coletiva / Formação emancipatória / Organização estruturante / Mídias Livres / Articulação e Incidência / Circulação e mutirão.

A rede virtual trouxe consigo próteses ao mundo material, de maneira que hoje não se pode definir onde um começa e o outro termina, retroalimentando-se. Por conta da natureza hipertextual da rede, ela se demonstra capaz de uma complexificação infinita, podendo ser chamada de fractal: aplicadas regras gerais definidas pela estrutura da rede, pode multiplicar-se quantas vezes se fizer necessário, contendo nesta mesma estrutura os caminhos necessários para localizar cada nova iteração, ou versão. Outra característica da rede é a natureza distribuída dos dados, que são transmitidos como minúsculos pacotes de maneira descentralizada e, se garantida a neutralidade do provedor, também isonômica.

Essas características reforçam ainda mais a visão da rede como um ambiente virtual que busca reproduzir a natureza. Explico: outra estrutura com essas características são as galáxias e, por extensão, o universo. Luas orbitam planetas; planetas orbitam estrelas; estrelas orbitam os centros das galáxias. A natureza se organiza em redes. As tecnologias aprofundam a organização em redes dos seres humanos.

De todo modo, a lógica de relações distribuídas leva, inevitavelmente, à perda de controle no sistema pela não hegemonia dos eixos dirigentes centrais. Isso não significa, entretanto, que não haja ordem no caos (Guatarri, 2000). O controle central hegemonista, sob esse paradigma, é um fator de desordem, pois suas ações impositivas atravancam a harmonia necessária para haver sincronia suficiente entre ações coordenadas de um movimento de redes, formado por outras redes, coletivos e agentes autônomos.

Por exemplo, diversas pessoas não envolvidas diretamente na organização de um protesto chamado nas redes podem incidir sobre o evento, divulgando, convidando e contribuindo com as discussões prévias. Podem, inclusive, se integrar à organização daquele evento tanto em ambiente virtual quanto em reuniões e ações fora dele – a partir do meio virtual ou não.

A Rede Livre nunca é, ela está. Continue inventando nossa rede nos comentários abaixo…

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